sexta-feira, 20 de julho de 2012

quinta-feira, 19 de julho de 2012

(trechos do livro: O que é pós-moderno, Jair Ferreira dos Santos, Ed. Brasiliense, 1987)



Há qualquer coisa no ar. Um fantasma circula entre nós nestes anos 80: o pós-modernismo. Uma vontade de participar e uma desconfiança geral. Jogging, sex-shops, mas gente dizendo: "Deus está morto, Marx também e eu não estou me sentindo muito bem." Videogames em casa, auroras de laser na danceteria. Nietzsche e Boy George comandam o desencanto radical sob o guarda-chuva nuclear. Nessa geléia total, uns vêem um piquenique no jardim das delícias; outros, o último tango à beira do caos.

Pós-modernismo é o nome aplicado às mudanças ocorridas nas ciências, nas artes e nas sociedades avançadas desde 1950, quando, por convenção, se encerra o modernismo (1900-1950). Ele nasce com a arquitetura e a computação nos anos 50. Toma corpo com a arte Pop nos anos 60. Cresce ao entrar pela filosofia, durante os anos 70, como crítica da cultura ocidental. E amadurece hoje, alastrando-se na moda, no cinema, na música e no cotidiano programado pela tecnociência (ciência + tecnologia invadindo o cotidiano com desde alimentos processados até microcomputadores), sem que ninguém saiba se é decadência ou renascimento cultural.

Mas apertemos o cerco ao fantasma. Imaginemos uma fabulazinha onde o herói seja um certo urbanóide pós-moderno: você. Ao acordá-lo, o rádio-relógio digital dispara informações sobre o tempo e o trânsito. Ligando a FM, lá está o U-2. O vibromassageador amacia-lhe a nuca, enquanto o forno microondas descongela um sanduíche natural. No seu micro Apple II, sua agenda indica: REUNIÃO AGÊNCIA 10H/ TÊNIS CLUBE 12H/ ALMOÇO/ TROCAR CARTÃO MAGNÉTICO BANCO/ TRABALHAR 15H/ PSICOTERAPIA 18H/ SHOPPING/ OPÇÕES: INDIANA JONES-BLADE RUNNER VIDEOCASSETE ROSE, SE LIGAR / SE NÃO LIGAR, OPÇÕES: LER O NOME DA ROSA (ECO) - DALLAS NA TV - DORMIR COM SONÍFEROS VITAMINADOS/.
Retirado de Jozimar Paes de Almeida


Dalí voltaria ao universo de “Alice” em vários projetos, incluindo o filme “Impressões de Alta Mongólia” (1975), no qual apresenta a história de uma expedição em busca de cogumelos alucinógenos gigantes. Alusões a “Alice” também surgem em suas parcerias com estilistas de moda como Elsa Schiaparelli e Christian Dior e com os fotógrafos Man Ray, Brassaï, Beaton e Philippe Halsman...

Imagem: "Dalí Atômico", estudo fotográfico produzido por Philippe Halsman em 1948.

Teoria do Caos

Efeito borboleta é um termo que se refere à dependência sensível às condições iniciais dentro da teoria do caos. Este efeito foi analisado pela primeira vez em 1963 por Edward Lorenz. Segundo a cultura popular, a teoria apresentada, o bater de asas de uma simples borboleta poderia influenciar o curso natural das coisas e, assim, talvez provocar um tufão do outro lado do mundo. Porém isso se mostra apenas como uma interpretação alegórica do fato. O que acontece é que quando movimentos caóticos são analisados através de gráficos, sua representação passa de aleatória para padronizada depois de uma série de marcações onde o gráfico depois de analisado passa a ter o formato de borboleta.

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Teoria do caos


PARADOXOS


quarta-feira, 18 de abril de 2012

O Palhaço do circo sem futuro...


Sou palhaço do circo sem futuro

Um sorriso pintado a noite inteira

O cinema do fogo

Numa tarde embalada de poeira

(Palhaçada)

E a lona rasgada no alto

No globo os artistas da morte

E essa tragédia que é viver, e essa tragédia

Tanto amor que fere e cansa

(Palhaçada)

sábado, 17 de outubro de 2009

OficiZine ano 2009

A oficina "OficiZine" foi desenvolvida com alunos do EJA (educação de Jovens e adultos) dos colégios Carmine Botta e Dalila Galli.

Ao longo deste mês de outubro, os são-carlenses poderão participar de diversas atividades culturais voltadas ao incentivo do livro e da leitura em comemoração ao Dia Nacional da Leitura (12 de outubro).

Desde o dia 1°, iniciou a 5ª edição da Estação Leitura, promovida pela Prefeitura, por meio do Sistema Integrado de Bibliotecas do Município de São Carlos (SIBI) e da Fundação Pró-Memória, em parceria com a Biblioteca Comunitária, grupo Ouroboros e Festival Contato da UFSCar.

A Estação Leitura acontece até dia 31 de outubro e agrega várias atividades de incentivo à leitura, entre elas roda de leitura, peças de teatro, exposições e oficinas, que são realizadas nos mais diversos locais, bibliotecas, escolas e praças do município.

A cada ano, o evento homenageia um escritor para divulgar sua vida e obra. Este ano, é a vez de Homero Frei, poeta são-carlense que nasceu e viveu em São Carlos , falecendo em setembro de 2008.

Entre suas obras publicadas estão “Só um homem só”, coletânea de contos e textos curtos, e “Sonetos Brancos”. Frei exerceu em São Carlos a função de diretor do Departamento de Educação e Cultura, chefe da Biblioteca Municipal, chefe do Museu e diretor da Escola Maria Ramos.

segunda-feira, 18 de maio de 2009

1865 História de una guerra - Paraguay

Sempre é bom pensar sobre a sujeira do passado barrido para debaixo do tapete...

quarta-feira, 13 de maio de 2009

Darcy Ribeiro - O povo brasileiro

Matriz Afro - parte I

Programa "quem tem medo da Verdade?"

Grande Otelo

O Negro e o cinema Brasileiro

Podem as manifestações folclóricas (congado, bumba-meu-boi, candomblé e outras) enriquecer essa procura, ou já estão igualmente saturadas dos vícios que se pretende combater?
Estarão as platéias negras rejeitando nesses atores a falta de realismo - ou, pelo contrário, o seu excesso, repudiando a si mesmas, refletidas como num espelho? O ator e diretor Antonio Pitanga já notou que “o cineasta negro tem de enfrentar uma briga em dois planos: contra os brancos para se afirmar e levantar financiamento, e contra os negros, que no final das contas também não vão ver o filme dele por falta de dinheiro ou seja lá por que for ... "
Este "seja lá por que for" é que é o X do problema (...).
RODRIGUES, João Carlos

VISÃO

Tempestade cerebral na minha massa cinzenta.
A hora escura, a coisa preta, o dia de negro ...Deu branco!
Com tanta futilidade e senso estético europeu.
Com tantas teorias arianas, fiquei entediada, cega em meio à claridade.
De repente tive um escurecimento: Tá faltando preto na televisão.
Na cabeça mestiça do brasileiro. Na cabeça negra que sonha em ser branca.
Tá faltando preto na televisão.
Tá faltando preto na verdade do país. Preto, amarelo, branco e colorido.
Neste país tão poderoso e cheio de beleza negra. Cheio de felicidade guerreira.
Escureceu?
Cristiane Sobral

terça-feira, 12 de maio de 2009


Trabalhar assim é adotar um método que desconstrói e historiciza todas aquelas interpretações que tem pretensão a certeza e não questionam suas próprias condições de produção; interpretações que esquecem de indicar sua subserviência a interesses ocultos, que não conseguem reconhecer seu próprio momento histórico e que mascaram os pressupostos epistemológicos, metodológicos e ideológicos que (...) mediam em todos os lugares e em todos os momentos a transformação do passado em história.

(JENKINS, p.105)

Como chama isso?

Cuidado!

foto: Sônia Pinheiro